Entre portas e paredes,
sons suados, sono apagado,
Ele abre a janela para vê-la
passar,
Ela sai de casa para poder
se libertar
Entre os meus dedos,
você escapa,
E nos seus lábios,
meu beijo ficou marcado
E em minhas memórias,
seus olhos ficaram.
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Dar-se-ia segunda vista à memórias já longínquas
ResponderExcluirVão-se em lábios, olhos e abafados sons
Como névoa desfazem-se em sua voltar ao nada
Sem permitir-me purgar ou, porque não, exorcizar
A imagem que batia porta a fora
Males que há muito acompanham-me
Devassidão e despudor
Amigas de noites já idas
Das quais há muito carecem visita
Em meio a toda efemeridade já anunciada
Apenas dos grãos que formam teu corpo
Consigo lembrar-me em detalhes
Lembro-me a contar, enquanto me escapavam
Sentir-lhes o peso que sua falta me fariam
E como joguete ou profecia
Sinto na malícia do mundo a vontade vil
De fazer-me, mais vezes, entre vãos
Ver-te passar