quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

E

Entre portas e paredes,
sons suados, sono apagado,
Ele abre a janela para vê-la
passar,
Ela sai de casa para poder
se libertar
Entre os meus dedos,
você escapa,
E nos seus lábios,
meu beijo ficou marcado
E em minhas memórias,
seus olhos ficaram.

Um comentário:

  1. Dar-se-ia segunda vista à memórias já longínquas
    Vão-se em lábios, olhos e abafados sons
    Como névoa desfazem-se em sua voltar ao nada
    Sem permitir-me purgar ou, porque não, exorcizar
    A imagem que batia porta a fora

    Males que há muito acompanham-me
    Devassidão e despudor
    Amigas de noites já idas
    Das quais há muito carecem visita

    Em meio a toda efemeridade já anunciada
    Apenas dos grãos que formam teu corpo
    Consigo lembrar-me em detalhes
    Lembro-me a contar, enquanto me escapavam
    Sentir-lhes o peso que sua falta me fariam

    E como joguete ou profecia
    Sinto na malícia do mundo a vontade vil
    De fazer-me, mais vezes, entre vãos
    Ver-te passar

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