Queria ter asas e voar.
Queria ser um pássaro, um pássaro imigrante.
Queria ser um pássaro para poder atravessar oceanos e mares, voar inúmeros céus.
Queria ser um pássaro e voar bem alto e lá do céu, observar cidades grandes que se tornam pequenas.
Queria ser um pássaro para que quando estivesse lá no alto do céu, pudesse contar as pessoas o quanto elas são minúsculas e quanto os seus problemas são ainda mais minúsculos que elas, por maior que eles aparentam ser.
Ah, como eu queria ser um passarinho para poder cantar em suas janelas e fazer com que seus dias ficassem ainda mais bonitos e poder conta-los sobre as diversas belezas que esse mundo tem e esconde, sobre os inúmeros encantos que se encontram em coisas tão simples e que nem sequer percebem com o dia-a-dia
Ah, como eu queria...
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Se bem me lembro, mesmo nos seus dias menos intensos, sempre voou e me fez voar...
ResponderExcluirDepois de ter conhecido tanto desta realidade, dor e encantos que somente os que vivem de verdade podem chegar a conhecer...
Acha mesmo que já não é tal pássaro?
O problema não é não podermos cantar as belezas aos que queremos bem...
Mas mesmo que cantemos a altos brados, nem todos tem ouvidos para ouvir...
Mesmo porque o canto de tão belo pássaro já é, em si, uma beleza seleta aos ouvidos atentos...
Desculpe-me se não deveria ter lido.