sábado, 5 de fevereiro de 2011

Ponto.

às vezes dói tanto que eu tenho vontade de sumir, as lágrimas caem de forma descontrolada e eu desmorono lentamente, sangro o suficiente para ser morto, mas não morro.
meu coração é um só e não quero mais ele, não quero mais você. não posso lutar contra algo tão forte assim, quem sou eu, afinal? apenas um estranho conhecido para você.
não suporto suas mentiras, mas preciso delas para poder dizer que tudo está bem, para me sentir confortável quando na verdade eu quero morrer.
venha ao meu encontro, estou sempre a sua espera, não quero morrer de desgosto e ansiedade apenas para ver o seu rosto e me deliciar com o som da sua risada, quero sentir o meu coração acelarar com o seu toque e quero me afundar mais na dor, ir de frente com a morte, mas por instantes quero apenas pensar que você é só meu e esquecer de toda a dor que carrego, esquecer de toda a verdade que eu sei sobre você.
quero não pensar ao seu lado, apenas, mesmo que no dia seguinte a dor caia toda sobre mim, mesmo que o mundo me incrimine por isso.
vamos, meu bem, não é tão difícil dizer a verdade, é tão fácil quanto mentir, então me mande embora, diga que eu não sou seu, fale e grite que ama e tem a outro, me fira até atravessar o outro lado, ande, me mate logo, me faça cair e tombar para eu não conseguir me erguer mais.
oh, meu anjo, não, não e não! não faça isso; sou apenas um coração partido e confuso, não faça isso, deixe-me aqui iludir na falsa esperança que um dia você será meu, te amo demais para querer te deixar, mas sofro demais para querer te amar, não sei o faço, meu amor, não sei o que quero ou para onde corro.
deixe-me apenas ficar enquanto há tempo, meu bem, nosso tempo é curto juntos, anda logo, venha esta noite me ver, estou de partida e não sei te dizer adeus, quero estar com você até o último segundo que o tempo me permitir, quero gasta-lo inteiramente contigo, então venha, meu amor, nosso tempo é curto demais, deite-se comigo até lá e me mate enquanto isso.

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