Numa manhã particularmente chuvosa, ela olhava pela janela, distraída, imersa em seus pensamentos, afogada em seus sentimentos. Talvez fosse por causa do tempo, talvez por causa da data.
Um olhar distante e triste; vazio e frio. Suspirou, o ar quente de seu hálito encontrou o vidro frio que estava a sua frente, fez com que o vidro ficasse embaçado. Ali, desenhou um rostinho feliz e sorriu em ironia, apagando em seguida.
Apagou seu desenho feliz para ser surpreendida por um rosto belo e conhecido, num dia chuvoso, numa data triste.
O rosto se encontrava distante de sua janela, mas perto o suficiente para ser reconhecido. Não ficava surpresa com algo há tantos anos, não sentia o coração se aquecer e acelerar por tempos.
Levantou-se, encostou a testa no vidro e espalmou suas mãos no mesmo, admirada e, ao mesmo tempo, assustada. Talvez fosse sua imaginação, não queria simplesmente acreditar na pessoa que estava ali.
Observava a pessoa como se fosse uma criança diante de uma vitrine de uma loja de brinquedos. E sem pensar, correu para fora do apartamento, e não ficou para ver que quem ela observara tanto, olhou para sua janela.
A chuva estava fria e densa, e quem ela esperava que estivesse ali, não estava. Perguntou ao senhor que ficava na portaria se tinha visto tal pessoa, e o mesmo respondeu que ela havia saido com uma menina, sem mais, correu o máximo que pôde para ver se alcançava-as.
Parou em frente a uma lanchonete por cansaço de tanto correr, apoiou as mãos no joelho e tentou se recuperar, não soube ao certo o quanto tempo ficou ali ofegante e tentando se recuperar.
Logo que se recompôs, suspirou cansada, olhou para o céu e fechou os olhos, pela primeira vez, mesmo que já estivesse molhada, sentiu a chuva batendo em seu rosto e passendo pelo seu corpo .
Queria chorar e gritar por frustração e angústia, queria apenas poder sumir sem ser vista e procurada.
Estava descalça, não havia pensado em pegar algum tipo de calçado, aquilo a incomodava. Era hora de voltar para casa. Girou o corpo e isso foi o suficiente ao se deparar com duas pessoas em baixo do toldo de um comércio.
Uma a olhava com se fosse um fantasma e a outra olhava para situação, aparentemente, sem entender nada. Seus olhares assustados se encontraram. Não demorou muito aquele encontro, mas foi tempo o suficiente para ser eterno.
A moça que estava de baixo da chuva suavizou seu olhar, sorriu leve e estendeu a mão para outra, a outra do olhar foi para a mão que lhe foi estendida e olhou para o lado, se encolhendo um tanto.
Não havia palavras para descrever tamanha decepção da jovem que correra até ali para... uma rejeição, mas ela sabia que aquilo poderia acontecer. Deu um último sorriso, triste, e foi embora.
A outra viu a jovem passar na sua frente e a seguiu com os olhos. O desespero de ve-la indo embora sucumbiu à cabeça, e quando ela se lembrou do passado, se sentiu no lugar da mais baixa. Então... era aquilo que ela havia sentido? Talvez fosse.
Deixou a menina que a acompanhava de lado e correu até a outra, puxou a garota de forma brusca e a abraçou de forma apertada.
Surpreendente. Era aquela palavra que descrevia o dia da mais baixa, pois o que ela achava que nunca mais aconteceria, naquele dia, exatamente naquela data, tudo estava acontecendo.
A garota, de início, ficou paralisada, recebendo o abraço da outra. Estava sem reação, não esperava um abraço tão quente e aconchegante, tão puro. Além da chuva, lágrimas banhavam seu rosto.
Aos poucos, ela, de forma tímida, foi abraçando a outra, a mão timida em sua cintura foi subindo até seu pescoço, até que finalmente, desse um abraço apertado. As lágrimas caiam de forma que não pararia tão cedo, de ambas partes.
O tempo foi gentil com elas, passou de forma lenta, porém passou, o abraço foi desfeito e as duas se encararam com sorrisos brilhantes e felizes.
- Allie, vamos para casa? Você está descalça. - e riu.
O tempo foi gentil com elas, passou de forma lenta, porém passou, o abraço foi desfeito e as duas se encararam com sorrisos brilhantes e felizes.
- Allie, vamos para casa? Você está descalça. - e riu.
A moça arqueou as duas sobrancelhas e riu junto da morena, logo respondendo:
- Minha casa, você quis dizer. - Allison olhou em direção ao toldo verde e viu a menina desconhecida lá parada, observando tudo de longe. Sally que estava junto de Allie acompanhou o olhar da mesma e olhou para trás, vendo a moça distante e de baixo do toldo.
Sally puxou Allie pelo pulso e correu até a desconhecida menina, para Allie, assim que chegaram até a garota de olhos verdes e cabelos louros, Sally estendeu a mão para a mais nova, a outra sorriu e fez menção de pegar seu guarda-chuva, a mais alta das garotas arqueou uma sobrancelha, sorriu sapeca e impediu que a outra pegasse o objeto.
A moça dos olhos claros olhou aterrorizada e fez um bico para Sally, enquanto Allie só observava a cena divertida que desenrolava diante de seus olhos.
- De forma alguma você vai pegar esse guarda chuva. - e no mesmo instante, Sally puxou a moça para de baixo da chuva, prendendo os braços da garota para que ela se molhasse e não fugisse.
Um dia que havia começado tão cinza, estava cheios de cores, mesmo que a paisagem continuasse cinza e chuvosa.
Sally puxou Allie pelo pulso e correu até a desconhecida menina, para Allie, assim que chegaram até a garota de olhos verdes e cabelos louros, Sally estendeu a mão para a mais nova, a outra sorriu e fez menção de pegar seu guarda-chuva, a mais alta das garotas arqueou uma sobrancelha, sorriu sapeca e impediu que a outra pegasse o objeto.
A moça dos olhos claros olhou aterrorizada e fez um bico para Sally, enquanto Allie só observava a cena divertida que desenrolava diante de seus olhos.
- De forma alguma você vai pegar esse guarda chuva. - e no mesmo instante, Sally puxou a moça para de baixo da chuva, prendendo os braços da garota para que ela se molhasse e não fugisse.
Um dia que havia começado tão cinza, estava cheios de cores, mesmo que a paisagem continuasse cinza e chuvosa.
Haviam três moças sorridentes correndo pela chuva.
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Não pergunte o porquê disso, apenas deu vontade de escrever isso aqui, apesar de estar uma merda e sem nexo algum.
No próximo post eu explico mais, isso aqui esta gigantesco.
Não pergunte o porquê disso, apenas deu vontade de escrever isso aqui, apesar de estar uma merda e sem nexo algum.
No próximo post eu explico mais, isso aqui esta gigantesco.
Beijos, meus fantasminhas.
Até a próxima. :*
Até a próxima. :*
E depois vc me pergunta:
ResponderExcluir"Eu escrevo bem assim?"
¬¬
Esse saiu muito bom...
Quando essa vontade de escrever bate, é magico...
Concordo que você tem uma veia artística muito forte, só que as vezes acho que você alimenta pouco ela...
Talvez por saber onde esse tipo de coisa leva, mas quando você se deixa "investir um pouco" sai muito bom sim.
Espero que a inspiração apareça pra ti, e que você possa "chamá-la" quando precisar, nem que seja por telefone ou msn...
Não pense que é besteira tentar. Nas poucas vezes que te ví se arriscando por territórios que vc dizia não saber, logo depois eu ví resultados legais...
Não precisa ser perfeito, a beleza está nas diferenças de cada um.
Continue assim.
Beijos
Victor Waltz